Terug naar filmpjes menu


 

Recuperação e Aceitação: Organização própria – Cansaço, medo e ajuda psicológica 1/5

Cansaço
É comum o aparecimento de um cansaço crônico durante e depois do câncer. Durante o tratamento quase todos os pacientes sofrem com isto. Mesmo depois que o tratamento terminar e os médicos disserem que você está livre do câncer, o cansaço pode persistir por anos. É chamado de cansaço crônico, 20 a 40 % das (ex)pacientes de câncer de mama, sofrem com isto.

Cansaço todos sentimos de vez em quando, mas é diferente sentir cansaço depois de um dia de trabalho ou esporte intensivo e o cansaço depois do câncer. O cansaço depois do câncer vem de repente, sem aviso, e normalmente não é causado por esforço.  

Além disso, a sensação é de um cansaço extremo. Parece uma exaustão e o período de recuperação é mais longo do que depois de um cansaço ‘normal’. O cansaço pode limitar as atividades diárias, como o trabalho e relações pessoais.

E ainda por cima pode ser também assustador. Porque o cansaço acontece de uma hora para outra e você não sabe a causa disso e até quando as queixas permanecerão. Você retorna ao seu ritmo normal depois dos primeiros tratamentos, mas talvez nem tudo seja como antes.

Quanto tempo você dedica: à si mesma, ao seu parceiro, aos filhos, à família, aos amigos, às tarefas domésticas, ao trabalho, esporte e hobbys…. Como você gostaria de se organizar? Faça uma lista. O que vem primeiro? O que dá mais energia e em que você gasta mais energia? Permanecer ativo é melhor do que ficar sem fazer nada!

Você e sua família perceberão que às vezes você fica exausta, a sua energia acaba e você precisa descansar para recuperar as energias. Algumas pessoas você gosta de encontrar, mas outras te deixam logo cansada.
Falar ao telefone pode ser cansativo também. Aprenda a dizer ‘não’ ou agora não’.  No início, marque só um encontro por dia e vá aumentando a frequência aos poucos.

Se você exigir muito de si mesma, terá problema nos dias seguintes. Às vezes é inevitável, mas tente ‘gerenciar’ o seu dia da melhor forma, para que não fique cansada demais. Com uma rotina apropriada,  você tem uma recuperação melhor.

Medo
Como seguir em frente? Todos os tratamentos visam a sua cura.  80% das mulheres se curam, mas às vezes não é possível. Mesmo com a cura, sua vida muda para sempre. Você não é mais aquela pessoa invulnerável como pensava.

Não se assuste ao tomar conhecimento disto. Isso ajuda a enfrentar a realidade; isso é válido para todas nós.
E faz com que você fique mais consciente do que é realmente importante na sua vida.  Você consegue desfrutar mais da sua vida, como o contato com as pessoas mais próximas.

Estória pessoal:
“Eu tinha uma vizinha com uma filha de 1 ano.
Eu às vezes passeava com ela.
Bom para mim, bom para ela e também para a mãe dela.
Era exatamente o que eu precisava.”

    
Tente ter uma atitude positiva na recuperação. O contato com outros pacientes ajuda. Relaxar também é muito importante. Assistir um bom filme na televisão pode ajudar.  Um bom livro e uma caminhada também.

Pense, por exemplo, antes de dormir, em três momentos legais do dia. Fazendo isso você se sentirá mais feliz consigo mesma e lhe dará uma sensação boa.

Ajuda psicológica
Poderá acontecer de você se sentir perdida e não enxergar mais nenhuma saída. Mesmo contando com ajuda e o apoio da família e outros pacientes.  Pensamentos negativos, sensação de insegurança e medo podem surgir.  Você continua deprimida e você não sabe como prosseguir. Neste caso a ajuda de um psicólogo seria uma boa opção.  

Conversar lhe ajudará a entender seus sentimentos; algo que tenha acontecido no passado pode estar incomodando até hoje. Assim você consegue seguir em frente com sua vida. Normalmente com algumas sessões você já se sentirá melhor, mais positiva e mais confiante em relação ao futuro. Não é fácil, mas você já demonstra sua força ao procurar ajuda.  Dar o primeiro passo, já ajuda!

Seu médico ou especialista poderá lhe encaminhar. O mesmo se aplica ao cansaço, se este continuar por mais de 3 meses depois do fim de tratamento. Converse com o seu médico ou especialista.  Muitas vezes isso pode ser resolvido.